quinta-feira, 17 de março de 2011

Don't lose who you are

É impressionante a dificuldade de controlar os sentimentos. E eu posso sim dizer isso porque durante toda a minha não tão longa vida tentei fazer isso. Inúmeras vezes fiz isso com sucesso, mas, quando se trata de situações - não sei se 'importantes' seria a palavra correta - mas quando se trata de algo intenso, de algo pesado, sinto dizer, não é possível. E eu cito exemplos, praqueles que não acreditam:

Quando aos 5 anos de idade, na sala de aula, um colega sentou na cadeira que eu sempre sentava e eu, frustrado sentei na cadeira de trás e sem mais forças pra nada, desabei a chorar, afinal era a minha cadeira; quando aos meus 14 anos eu ganhei de presente de aniversário um MP3 player e por mais que eu tentasse não pular de tanta felicidade, não consegui; Como quando pela primeira vez minha mãe perguntou 'você é gay?', eu teria caído se não estivesse sentado; Como quando vim pra Porto Alegre e na sala de espera antes do voo recebo uma sms do meu incontestável mais longo e melhor amigo com palavras que me fizeram perceber o quão distante eu ficaria dele depois de entrar naquele avião e, como se isso não bastasse, atendi à sua ligação pra ouvir aquele silêncio fúnebre que se instala quando alguém está se tentando desesperadamente engolir as lágrimas que lhe saem dos olhos.

Então eu me pergunto: é mesmo possível alguém controlar seus sentimentos? Agora mesmo, antes de escrever esse texto, eu estava remoendo alguns; ouvindo músicas que outrora me fizeram chorar, e que hoje me estimulam fazer o mesmo. E, por mais dualista que seja o meu comportamento, eu não estava nem um pouco disposto a sorrir. Até ver um recado deixado pra mim por uma amiga. Um certo alguém que não faz muito eu conheci e que hoje me encanta com toda a sua vivacidade. Então pus-me a ler tal recado. E então, ao som de Who You Are, interpretada pela Jessie J. eu enchi meus olhos de lágrimas ao mesmo tempo que dava o mais descontrolado sorriso que eu sou capaz de dar. Portanto eu me pergunto mais uma vez: é mesmo possível alguém controlar seus sentimentos? Estou cada vez mais convencido de que não.

texto dedicado à .Fernada Subtil, 
que consegue me fazer mais legal a cada dia

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Check-in

O problema é que ninguém me avisou que uma segunda despedida pudesse ser tão pior do que a primeira. Não que eu queira que tudo em minha vida seja premeditado, mas é que pra algumas coisas é preciso estar preparado - e por mais que eu me diga forte, eu não estava preparado pra este segundo adeus. Estou mais nervoso, mais ansioso, mais saudoso; enfim, mais emocionado. Não sei se por conta dos últimos dias que passei. Últimos maravilhosos dias que me deram um leque de emoções a sentir. Nestes último dias eu pude rir, pude me estressar, me irritar, me angustiar, me deprimir, mas tudo isso só serviu pra rechear tudo o que eu tô sentindo agora.

E é nessa mistura que sentidos e emoções que eu agradeço a quem esteve comigo. À minha família, que fez questão de me tratar como se eu nunca tivesse passado um ano fora de casa e me fez sentir a mesma pessoa normal sahusahush' - e minha esperança de ser mimado se esvaiu desde o segundo dia que voltei pra casa. E agradecer ainda, e principalmente aos meus amigos, com quem eu partilho tudo o de melhor que eu já pude um dia viver. E diferente da primeira vez, nessa minha segunda partida eu já sei o que me espera e na condição de saber o que me espera eu me desespero ainda mais. Sei que estou preparado pra chorar na hora que a saudade bater e quando me lembrar dos emoticons usados no meio das conversas faladas [ leila1 pra vocês <3 ] Sei que estou pronto pra ligar pra cada um e simplesmente dizer que amo e que sinto falta. Sei que vou poder contar com o apoio e com o abraço imaginário de conforto. Mas o que eu queria mesmo era não ter que deixá-los mais uma vez. Por que sei que além de mim, a tristeza da saudade vai chegar a cada um e eu não sei se eles estão tão preparados quanto eu. Mas por cima disso, eu só peço que riam a cada lembrança minha, porque onde quer que eu esteja eu estarei também rindo enlouquecidamente. Vou sentir ainda mais saudades de vocês, meus amigos. Cada um no seu tempo, cada um na sua intensidade, mas não esquecerei nenhum, mesmo que a minha memória extremamente seletiva se atreva a nao lembrar. Amo todos voces.

Thomas, já ansioso pela volta.