segunda-feira, 11 de abril de 2011

A hora certa.

Dedicado a Thomas Victor, meu tommy tommy.

Eu nunca fui daquelas pessoas que procuram amizades e que fazem de tudo para ser rodeada de amigos. Também nunca me esforcei muito para manter esses amigos por perto, apesar de tudo. Acho que tenho essa mania de deixá-los decidir se ficam ou não, se fazem parte ou não da minha vida. Dificil, verdade? Não ter certeza de quem realmente te acha importante ou quem te dá o devido valor... Mas, ainda sendo uma das pessoas mais possessivas do mundo, sei que ninguém gosta de se sentir preso a ninguém sem vontade. E se sentir sufocado só provoca a distância e isso doeria mais do que os perder, ainda que eu não os tenha tido.
Como eu posso dizer ‘eu te amo’ para uma pessoa que eu não conheço? Como considerar uma pessoa tão especial, sem nem mesmo saber qual é seu sabor de sorvete preferido? Eu não sei, não me pergunte. Mas eu posso. Posso pensar nessa pessoa, posso escrever, posso sorrir, posso gastar 5463146 sms’s por dia, enchendo sua caixa de entrada... E sei que guardaria, como já o fiz, cada palavra, cada conversa e até mesmo um cartão todo fofo que me chegou pelo correio – que eu não respondi, mas que irei.
De todos, você é quem eu menos conheço, pessoalmente falando. Eu não sei o nome do seu cachorro (se é que você tem um. Gato, talvez?), nem do seu lugar preferido. Não sei se você é alérgico há algo ou se seu travesseiro preferido tem um nome especial. Não sei muito do seu gosto musical nem saberia dizer o que você tem mania de repetir. É verdade, poderia até mesmo te chamar de desconhecido. E de tudo, é o que me faz sentir o que sinto. Sentir essa saudade enorme e uma vontade de dizer “tommy tommy”. Por que eu sei que te conheço de alguma maneira. Sei que tem um pedacinho de você aqui comigo e acho que é o suficiente. Eu não preciso saber tudo, nem tanto, de você.
Eu só sei que você é importante e que contraditoriamente, só você tentaria escrever um texto com amor, sem querer demonstrar amor. Me faz sorrir.


Obrigada por todas as palavras. Dedicadas ou não para mim.
Amo muito você, tommy.



quinta-feira, 17 de março de 2011

Don't lose who you are

É impressionante a dificuldade de controlar os sentimentos. E eu posso sim dizer isso porque durante toda a minha não tão longa vida tentei fazer isso. Inúmeras vezes fiz isso com sucesso, mas, quando se trata de situações - não sei se 'importantes' seria a palavra correta - mas quando se trata de algo intenso, de algo pesado, sinto dizer, não é possível. E eu cito exemplos, praqueles que não acreditam:

Quando aos 5 anos de idade, na sala de aula, um colega sentou na cadeira que eu sempre sentava e eu, frustrado sentei na cadeira de trás e sem mais forças pra nada, desabei a chorar, afinal era a minha cadeira; quando aos meus 14 anos eu ganhei de presente de aniversário um MP3 player e por mais que eu tentasse não pular de tanta felicidade, não consegui; Como quando pela primeira vez minha mãe perguntou 'você é gay?', eu teria caído se não estivesse sentado; Como quando vim pra Porto Alegre e na sala de espera antes do voo recebo uma sms do meu incontestável mais longo e melhor amigo com palavras que me fizeram perceber o quão distante eu ficaria dele depois de entrar naquele avião e, como se isso não bastasse, atendi à sua ligação pra ouvir aquele silêncio fúnebre que se instala quando alguém está se tentando desesperadamente engolir as lágrimas que lhe saem dos olhos.

Então eu me pergunto: é mesmo possível alguém controlar seus sentimentos? Agora mesmo, antes de escrever esse texto, eu estava remoendo alguns; ouvindo músicas que outrora me fizeram chorar, e que hoje me estimulam fazer o mesmo. E, por mais dualista que seja o meu comportamento, eu não estava nem um pouco disposto a sorrir. Até ver um recado deixado pra mim por uma amiga. Um certo alguém que não faz muito eu conheci e que hoje me encanta com toda a sua vivacidade. Então pus-me a ler tal recado. E então, ao som de Who You Are, interpretada pela Jessie J. eu enchi meus olhos de lágrimas ao mesmo tempo que dava o mais descontrolado sorriso que eu sou capaz de dar. Portanto eu me pergunto mais uma vez: é mesmo possível alguém controlar seus sentimentos? Estou cada vez mais convencido de que não.

texto dedicado à .Fernada Subtil, 
que consegue me fazer mais legal a cada dia