O problema é que ninguém me avisou que uma segunda despedida pudesse ser tão pior do que a primeira. Não que eu queira que tudo em minha vida seja premeditado, mas é que pra algumas coisas é preciso estar preparado - e por mais que eu me diga forte, eu não estava preparado pra este segundo adeus. Estou mais nervoso, mais ansioso, mais saudoso; enfim, mais emocionado. Não sei se por conta dos últimos dias que passei. Últimos maravilhosos dias que me deram um leque de emoções a sentir. Nestes último dias eu pude rir, pude me estressar, me irritar, me angustiar, me deprimir, mas tudo isso só serviu pra rechear tudo o que eu tô sentindo agora.
E é nessa mistura que sentidos e emoções que eu agradeço a quem esteve comigo. À minha família, que fez questão de me tratar como se eu nunca tivesse passado um ano fora de casa e me fez sentir a mesma pessoa normal sahusahush' - e minha esperança de ser mimado se esvaiu desde o segundo dia que voltei pra casa. E agradecer ainda, e principalmente aos meus amigos, com quem eu partilho tudo o de melhor que eu já pude um dia viver. E diferente da primeira vez, nessa minha segunda partida eu já sei o que me espera e na condição de saber o que me espera eu me desespero ainda mais. Sei que estou preparado pra chorar na hora que a saudade bater e quando me lembrar dos emoticons usados no meio das conversas faladas [ leila1 pra vocês <3 ] Sei que estou pronto pra ligar pra cada um e simplesmente dizer que amo e que sinto falta. Sei que vou poder contar com o apoio e com o abraço imaginário de conforto. Mas o que eu queria mesmo era não ter que deixá-los mais uma vez. Por que sei que além de mim, a tristeza da saudade vai chegar a cada um e eu não sei se eles estão tão preparados quanto eu. Mas por cima disso, eu só peço que riam a cada lembrança minha, porque onde quer que eu esteja eu estarei também rindo enlouquecidamente. Vou sentir ainda mais saudades de vocês, meus amigos. Cada um no seu tempo, cada um na sua intensidade, mas não esquecerei nenhum, mesmo que a minha memória extremamente seletiva se atreva a nao lembrar. Amo todos voces.
Thomas, já ansioso pela volta.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Ainda.
Ando pensando em tudo. Pensando em como pude ter encontrado alguém como você. Mas não era como você, mesmo se parecendo. Não tinha o que me falta, o que você levou. Então por que eu sempre procuro? Talvez por insegurança. Medo de não encontrar alguém que me preencha novamente. Alguém que fique por perto, sem que eu tenha que fazer algo. Por que eu já me cansei, amor. Cansei-me de ter que falar, sentir, pensar... Cansei até mesmo de procurar. Se eu não procuro, não acho. Se não acho, continuo vazia... Mas e agora? E os meus medos, como ficam se me sinto tão cansada? Ainda tenho uma esperança mórbida de que me achem, de que falem e sintam, sem que eu tenha que me esforçar. E sei que o que eu quero é demasiado, mas já não tenho forças. Já não sei se me sentiria tão bem sendo o que eu era. Por você. Agora para qualquer outra pessoa... E amor, não pense que quero que você volte. Então apenas fiquei ai, onde quer que esteja. Apenas me deixe continuar respirando, por que eu não sei se vou ter força de vontade para continuar. De tentar me importar com quem merece ou mesmo me importar com quem me faz bem. Não sei se ainda posso ser reconstruída. Por isso eu só fecho os olhos e respiro. Numa tentativa forçada para dizer aos outros que estou bem, por que eu estou mesmo. Bem demais. Bem melhor do que pensei que estaria. E agora, já não me resta muito que fazer quando não farei o que é preciso, para mim. Ainda me sobra ar. Ainda me faltam pedaços. Só. Ainda...
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