quinta-feira, 22 de abril de 2010

Second chances.

E quando se tem pela frente um feriado? E quando neste feriado só se tem uma cidade desconhecida e ninguém para guiá-lo? É ruim não ter meios de desocupar a cabeça. Meios que façam meu cérebro não mais pensar, mas agir. Ou mandar agir, se assim for o correto. Mesmo que mandasse correr louca e desesperadamente pelo grande e verde parque da cidade; mas nem isso, quiçá algo mais apurado. Tenho saudades dos meus pertences. Tenho saudades do meu tênis velho de corrida, do meu headphone quebrado, do meu rádio sem antenas. Tenho saudades das minhas músicas. Tenho saudades das minha companhias... logo eu que sempre precisei delas.

Não sei bem se posso reclamar. Estou numa cidade nova, fazendo o que até então eu acho que gosto - e que permaneça assim; não suportaria a dor de uma escolha frustrada. Tudo como eu sempre quis. Mas nada é tão fácil quanto parece. Não que eu pensasse que fosse ser fácil; nunca pensei que o fosse, mas que poderia ser melhor se as circunstâncias fossem outras. Contudo, não está em meu alcance mudar isso - pelo menos não ainda. Só sei que não vejo a hora de estar de volta ao meu espaço. Onde estou e sei que estou. E estou seguro. Não vejo a hora de retornar às minhas bases, pois aqui sou vulnerável - ou até que eu monte uma nova base aqui.

Mas uma coisa é certa: quando eu retornar, farei uso de tudo aquilo que me fez falta até que se desgaste ao máximo. Até que se acabe. Dessa forma, saberei que não mais sofrerei. É inútil sofrer pelo que não voltará mais. Pois que se acabe!

Porto Alegre, 20 de abril de 2010

3 comentários:

andreia disse...

saudades de vc, mas eu sei que não é o fim. NOS VEREMOS EM BREVE!

Filipe disse...

mas tu te engana quando diz que não depende de ti... faça deste teu espaço nem que seja temporário... e enquanto não souber o que fazer... faça tudo que não sabe, logo vai estar com a cabeça ocupada das tuas decisões!

Wallace "Wakko" Morais disse...

Devia ter me mostrado esse Blog, senhor Thomas. Me identifiquei demais com ele.

Abraços!