quinta-feira, 26 de maio de 2011

Feel the sunlight

É engraçado como, depois de tanto tempo carregando nas costas uma carga emocional tão insuportavelmente pesada, eu me vejo agora sentado em um banco no corredor, ouvindo músicas que me trazem a mente cenas de por-do-sol na praia, e tenho meus ombros completamente relaxados. É como se por um breve momento eu conseguisse emergir de um mar que por meses me afogava a minha cabeça sem fôlego. E agora eu consigo respirar. E não só consigo respirar como me sinto respirar: e essa sensação é incrivelmente relaxante. E relaxar é exatamente o que eu estava precisando fazer.


Sinto vontade de simplesmente fechar os olhos e sentir a vida. Sentí-la como nunca antes eu me retive a fazer. Sentí-la apenas por sentir. Sem objeções, sem aversões ou oposições. Tenho vontade de deixar-me fluir. Tal qual uma certa nuvem que eu consigo observar exatamente agora, fluindo solitária; mas fluindo. Tal qual o meu sorriso que timidamente insiste em se desenhar em meu rosto mesmo sabendo que eu não gosto dele. Mas como eu disse antes, não é hora para objeções. Vou ficar, portanto, por aqui. Ou por ali, não sei. Vou observar o movimento das sobras, e ouvir o barulho do vento enquanto flui. É. Flui. Simplesmente, flui. Assim como o meu sorriso teimoso.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Descoberta do Amor

trecho do texto A Descoberta do Amor, por Thomas Victor Maciel.

[...]

Sabe quando se perde um amor? Será mesmo que sabia eu o que era perder um amor? Mas me parecia tão simples. Não, não era. Perder um amor não é como perder um pé de meia ou o caminho de casa. Bom, isso eu já sabia, mas ainda me martelava a pergunta-chave: o que era perder um amor? Recostei-me a um banco qualquer por onde estava e pus-me a pensar, a imaginar, a lembrar. A solidão bafejou suavemente em meu peito. Lembranças. Lembranças do que não tive, e ainda sob a deplorável condição de não ter, havia perdido. Era esta a pior parte. Diferente de perder o já se possui, perder o que não se possui tem um sabor extra de amargor, afinal, quem perde o que já tinha, pelo menos pôde usufruir disto, e desta forma, ser feliz em suas boas lembranças. Mas tristes aqueles que perdem o que nem mesmo chegaram a ganhar. Duas tristezas: a de deixar de conseguir e a de perder o que ganharia. Mas o que ganharia? Amor. Amor?

Sabe quando se perde um amor? 

[...]

dedicado à Tarsila Vieceli,
que conseguiu me convencer de que realmente gostou do texto : )